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História

Em 11 de junho de 1914, foi fundado o Instituto de Proteção à Infância de Santos. Desde o primeiro dia de funcionamento, em um prédio alugado na Rua General Câmara, o Dr. Alcides Lobo Viana realizava atendimento gratuito a bebês lactentes, marcando o início de uma trajetória dedicada ao cuidado e à promoção da saúde infantil.

Ao longo de mais de um século, a Gota de Leite consolidou-se como referência no atendimento à infância, sempre contando com o respaldo do trabalho voluntário de dirigentes e representantes da comunidade. Nos primeiros anos de atuação, em meio ao auge do comércio cafeeiro na cidade, comerciantes locais chegaram a importar vacas holandesas para garantir o fornecimento de leite às crianças assistidas — um gesto que simboliza o compromisso coletivo que sustenta a instituição até os dias atuais.

O nome Gota de Leite tem origem na própria missão que deu início à entidade: oferecer apoio às mães que, por diferentes razões, não conseguiam amamentar. Elas recebiam pequenas garrafinhas de leite fresco, cuidadosamente distribuídas para garantir a alimentação adequada de seus bebês e contribuir para a redução da mortalidade infantil.

Naquele contexto, também eram promovidos concursos de robustez infantil, uma prática comum à época, que buscava incentivar os cuidados com a saúde e a nutrição das crianças. As famílias participavam das avaliações e as crianças mais bem nutridas recebiam prêmios, reforçando a importância da alimentação adequada e do acompanhamento médico nos primeiros anos de vida.

Com o aumento significativo da procura pelos atendimentos, tornou-se necessária a ampliação da estrutura física da instituição. Em 1924, a Gota de Leite passou a funcionar no prédio atual, que contava com um amplo ambulatório de pediatria, lactário e ala de internação para crianças — estrutura que deu origem a um hospital infantil.

Em 1939, foi oficialmente inaugurado o Hospital Infantil da Gota de Leite, consolidando o trabalho assistencial na área da saúde. Diante da realidade social da época, marcada pelo abandono de crianças no próprio hospital, a instituição criou o Internato, ampliando sua atuação para além do atendimento médico e assumindo também a responsabilidade pelo acolhimento e cuidado integral dessas crianças.

De 1972 a 2000, o Lions Clube Santos-Sul, fiel ao seu propósito de servir à comunidade, adotou a Gota de Leite como sua obra permanente.

Durante esse período, a instituição concentrou na entidade a maior parte de suas ações e realizações assistenciais, contribuindo de forma decisiva para a manutenção, fortalecimento e continuidade dos serviços prestados à população.

Reconhecida como obra de utilidade pública nas esferas federal, estadual e municipal, a entidade deu, a partir de 1998, um importante passo na área da educação. Ao adotar um novo conceito em sua prática educativa, a Gota de Leite promoveu uma mudança significativa em sua atuação institucional.

O modelo assistencialista, até então predominante, deu lugar ao construtivismo — uma abordagem contemporânea fundamentada na valorização do conhecimento, na participação ativa da criança no processo de aprendizagem e no desenvolvimento de suas potencialidades desde o nascimento. Essa transformação consolidou a educação como eixo central da instituição, ampliando seu compromisso com a formação integral e o cuidado humanizado.

O ano 2000 marcou um momento decisivo na trajetória da instituição. Em Assembleia Geral, foram eleitos um novo Conselho Deliberativo e uma nova diretoria, que passaram a conduzir os rumos da Gota de Leite, inaugurando uma nova fase administrativa e institucional.

Pela primeira vez na história da entidade, pais de alunos e funcionários participaram ativamente do processo eleitoral, ampliando a representatividade e fortalecendo a gestão participativa. Esse movimento simbolizou um avanço na democratização interna e reafirmou o compromisso da instituição com a transparência, o diálogo e o envolvimento da comunidade em suas decisões.

Foi fundado pelo médico sanitarista Dr. Alcides Lobo Vianna com esforços de seus amigos:

Antônio de Freitas Guimarães Sobrinho
Antônio da Silva Azevedo Junior
Benedicto Ernesto Guimarães
Joaquim Montenegro
João Fernandes de Pontes
Leôncio de Resende
Othon Feliciano
Manoel Geraldo Forjaz
Ulysses Lobo Vianna
Geraldo Leite da Fonseca
Manoel Cupertino de Almeida

Camilo Borges Ratto
Accácio Borges Leite
Júlio Conceição
Pedro de Souza Aranha
Godofredo de Faria
Arthur Tomaz Coelho
Vicente Pires Domingues
Benjamin Machado
João Francisco Wright
João Carvalhal Filho
Ernesto Borman

José F da Silva Pinto
Alfredo Freire
Antonio Domingues Pinto
Viriato Correa da Costa
Luiz Requejo
Sylvio Soares
Erasmo Assumpção
Luiz Suplicy
Luiz Couceiro

Anos
10
Crianças
100
Colaboradores
10